segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Como fazer um aquário no seu jardim.

01) ÁGUA. Se fornecida pela rede pública de abastecimento, precisa receber um produto para livrá-la do cloro antes de encher o tanque. Após certo tempo recirculando num sistema equilibrado, chega a se tornar potável. Sem adição de químicos, é mais transparente e leve do que o líquido de uma piscina convencional.

02) PEDRAS. Opcionais, ajudam a compor um visual orgânico. Granitos e gnaisses são os mais indicados, além de seixos. Evite rochas calcárias e ferrosas, pois podem liberar minerais.

03) AREIA. De um tipo especial para lagos, é bastante usada para dar acabamento ao fundo das piscinas naturais e cobrir suas bordas, onde muitas vezes repousa a manta elástica. Agradável ao pisoteio, fica momentaneamente em suspensão, tornando a água turva sempre que alguém entrar no tanque.

04) MANTA DE BORRACHA. Unanimidade entre os especialistas, o impermeabilizante superelástico da marca Firestone é disposto sobre uma tela drenante (que protege o material emborrachado de furos causados por raízes) colocada diretamente no poço escavado na terra. Sua aplicação também evita que o tanque perca água em caso de movimentação do terreno e seja contaminado pela água presente no solo do entorno.

05) FILTRO BIOLÓGICO E LÂMPADA ULTRAVIOLETA. Dimensionar corretamente esta dupla é o segredo para um bom banho. Submerso, o primeiro equipamento capta partículas e sujeiras grandes (como folhas) que flutuam. Depois, a água entra em contato com bactérias que consomem os micronutrientes (nocivos à saúde) resultantes da decomposição do material orgânico. Por fim, o líquido é submetido à ação de raios UV, aliados que eliminam algas e germes. Apenas um especialista pode determinar os modelos adequados para a piscina, conforme seu tamanho e suas características, considerando que o conjunto deve funcionar 24 horas por dia, ser silencioso e durável, além de consumir pouca energia. Observados esses cuidados, a manutenção se resume às trocas mensal da peneira do filtro e anual da lâmpada.

06) PEIXES. São importantes porque se alimentam das larvas de insetos. Entre os tipos indicados, há grandes (como as carpas da foto, os curimbas e os piraputangas) e pequenos (lambaris, mato-grossos e tetras), além dos que comem todo o limo que se forma no fundo e nas pedras

07) PLANTAS AQUÁTICAS. Com alto poder filtrante, elas consomem o resíduo gerado pelos peixes, que, de outro modo, viraria alimento para algas. Há espécies fixadas na terra que se projetam sobre a superfície, outras de fundo e as flutuantes, a exemplo de alface-d’água, aguapé, chapéu-de-couro, taboa, papiro, mureré e ninfeia. Algumas se multiplicam tanto e tão rápido que precisaram ser podadas.

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